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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Educação e Tecnologia - QR Code em sala de aula



Uso do celular para leitura de QRcode
  A tecnologia se faz cada vez mais presente na atualidade. Ela participa do trabalho, do dia a dia e claro, da educação.


Muitos dizem que a tecnologia atrapalha o desenvolvimento em sala de aula, porém estudos realizados no mundo inteiro mostram que ela se torna uma forte aliada quando usada corretamente.
O QR code é um código de barras, que tem a capacidade de ser lido rapidamente por aplicativos manuseados por pessoas. Atuelmente é bastante utilizado por indústrias, revistas e propagandas, onde armazana URLS que depois são direcionadas para sites, ou até mesmo pode ser facilmente escaneadas por qualquer celular moderno, onde existem aplicativos que tem a capacidade de ler o link.

A utilização do QR code tornou-se popular juntamente com o uso da intenet em celulares, visando uma boa estratégia para o público jovem.
A ideia do QR code foi levar ao aluno conteúdo/informações de conteúdos estudados com mais tecnologia e diversão.

O projeto deu-se no segundo semestre de 2016, sendo realizado por alunos dos oitavos anos da Escola Princesa Isabel, e teve realização do seguinte modo: primeiro estudava-se o sistema específico.

Trabalhava-se com ele, vendo como funcionava, órgãos que faziam parte do mesmo, e esclarecia-se dúvidas.
Depois disso era realizada a parte prática, onde os alunos confeccionavam todos os órgãos que faziam parte do sistema em tecido de EVA.
Alunos elaborando os textos


Após confeccionar o sistema, com o auxilio de computadores eram criados os QR Codes, onde depositava-se a informação necessária. Essa informação os alunos obtinham através de livros, internet e no próprio conteúdo dado em sala de aula.

Depois de prontos os QR Codes, os mesmos eram colados em cima do órgão em si e com o auxilio de um aplicativo de celular era possível ver o conteúdo.
O melhor de tudo foi é que o projeto ficou exposto nas dependências da escola, tornando possível a visualização por todos que tinham interesse.
A metodologia dos QR Codes animou bastante os alunos, o que os deixavam ansiosos por estar sempre fazendo mais e mais o projeto, sendo que alguns diziam que gostariam que seus pais vissem o projeto, tirando assim fotos para mostrar aos seus pais e familiares o belo trabalho realizado.
Visualizaram o projeto pais, professores de outras áreas, funcionários, diretora e outros alunos.
O resultado do projeto foi fascinante por mostrar que é possível sim criar uma aula interessante, divertida, onde todos possam participar,e aprender sobre o conteúdo proposto.
Cabe ressaltar também que um projeto dessa magnitude trabalha todas as áreas do cérebro bem como estimula as competências dos jovens, que ainda estão em formação e propicia a aprendizagem.
O projeto foi concluído ao término do ano letivo e (infelizmente) não possível abordar todos os sistemas do corpo humano, o que torna plena a necessidade de dar continuidade a um projeto tão esplêndido como esse.
Apresentação dos dados na III Mostra Pedagógica de Ciências (2016)


Bolsistas: Igor Pozzebon,Thaisa Dalpizzol
Orientador: Ariane Pegoraro e Gladis Franck da Cunha
Realizado: De Agosto a Dezembro de 2016
Local: Escola Municipal de Ensino Fundamental Princesa Isabel

Relato Experiência - Thaisa

O Projeto PIBID foi uma oportunidade para transmitir um pouco dos meus conhecimentos e adquirir, com certeza, muitos outros. É uma experiência de vida inexplicável e única, participando do projeto consegui desenvolver mais o lado humano e superar os desafios que vinham a aparecer, interagindo com os alunos independentemente da idade.
Além de poder ajudar uma pequena parcela da população, aprendi muito sobre a minha profissão, sobre a vida e principalmente sobre mim mesma. Ver a dedicação e esforço dos jovens para que seus sonhos saiam do papel e se concretizem.

Agradeço ao meu colega Igor ao qual participou comigo em atividades desenvolvidas e a professora Gladis que me deu a oportunidade de participar de um projeto grandioso como este.

Relato de Experiencias

Ter participado do PIBID foi uma experiência única, isso eu posso dizer com certeza, porque a pesar dos estágios obrigatórios da licenciatura serem bons, não mostram totalmente a realidade das escolas.
Antes de ter participado desse projeto eu imaginava coisas bem diferentes da real situação das salas de aula.
Eu pensava que o professor deveria passar o conteúdo, corrigir o tema e assim seriam formados os bons cidadãos. Eu não poderia estar mais errado do que isso.
Ter convivido tanto tempo em sala de aula me fez perceber que todo mundo tem necessidades e que para o aprendizado ser lapidado, muitas barreiras terão que ser quebradas.
Um dos maiores desafios do professor é tornar sua aula interessante.
O projeto PIBID realmente foi criado para fazer o ensino dar certo, tornando a aprendizagem uma coisa divertida.
Atuando no projeto de fósseis
A pesar de as vezes tudo parecer conspirar contra: A escola não ter verba suficiente para bancar aquele projeto legal, ou nem sempre esse projeto vai agradar todo mundo, ou ainda o tempo ser bem corrido para passar todo o conteúdo necessário, fazer projetos com estratégias diferenciadas é possível.
Um dos projetos realizados da qual participei, o projeto de QR Code dos sistemas do corpo humano me mostrou que quando queremos, podemos realizar tudo.
Esse projeto teve por intuito vincular ensino e tecnologia no mesmo trabalho.
Conseguiu-se fazer com que os alunos se divertissem e ao mesmo tempo aprendessem diversas coisas sobre o funcionamento do corpo humano.
O projeto consistia em estudar um sistema do corpo em específico, e após sanadas todas as dúvidas os alunos confeccionariam o sistema em tecido EVA. Após confeccionados todos os órgãos do sistema, eram confeccionados QR Codes, onde eram escritas informações sobre os órgãos e o sistema como um todo. Esses QR Codes poderiam ser lidos com um aplicativo de celular.
O melhor de tudo é que trouxe informações a todos que tinham interesse em saber mais sobre o assunto, pois esses projetos ficaram expostos para toda a escola, ficando ao alcance de pais, professores, diretores, funcionários e alunos.
Depois desse projeto, percebi que tudo pode ser realizado com os alunos e que há métodos de tornar a aula interessante e fazer com que todos participem. É de extrema importancia dar valor e atenção aos jovens de hoje, que serão os cidadãos conscientes de amanhã e claro, é possivel sim usar tecnologia em sala de aula.
Meu aprendizado nessa trajetória de PIBID foi indescritível, crescendo muito como pessoa e com certeza sendo um melhor profissional no futuro. Sou muito grato a isso!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Relato de Experiências



Indubitavelmente o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) é uma das melhores bolsas já oferecidas a estudantes de licenciatura. Ela permite e permitiu a diversos discentes de diferentes áreas a adentrar nas escolas públicas e vivenciar o ambiente escolar unificando duas vertentes importantes para o ensino e a aprendizagem:  que é a teoria e a prática.
Sobretudo, não posso deixar de começar este relato de experiência sem afirmar meu contentamento e orgulho de ter participado durante quase a totalidade do tempo permitido, que são 4 anos. Destro destes anos, vivenciei inúmeros momentos bons e também alguns nem tão bons, mas que serviram para a minha formação como futuro professor.
Iniciei minhas atividades na Escola de Ensino Fundamental Princesa Isabel. Ali tive a oportunidade de trabalhar com diferentes professores e profissionais, exercendo de fato a interdisciplinaridade. Começamos organizando o laboratório, local que foi muito utilizado durante estes anos. Depois pude trabalhar com lousa interativa, horta escolar, terrário, formigário, música, artes, etc. tudo voltado a ciências da vida. Estas atividades geraram um acervo para o futuro de grande valia, para mim e para meus colegas.
Durante dois anos, consegui manter ativo meu hábito de escrever o diário de campo, ou melhor, relatório de todas as atividades ou participações na escola. Processo que também gerou uma quantidade ótima de conhecimento e informações que podem ser usados em um futuro próximo.
Porém, sempre me achei um tanto quanto hiperativo, fato que me possibilitou estar inquieto perante novas experiências. Mais tarde, mais precisamente no segundo ano, também estive participando de atividades em outras escolas, como o Dona Isabel, e mais tarde o Cecilia Meireles e por fim, com o último projeto do PIBID sobre fósseis no Mestre Santa Barbara. Sem sombra de dúvida, esse rodízio, por assim dizer, foi é muito importante, para conhecer diferentes realidades educacionais .
Entretanto, não posso deixar de citar o projeto LABCI. Este integrado ao nosso subproejto do PIBID, proporcionou aos bolsistas outras tantas experiências magníficas. Diversas escolas foram atendidas e dentre as oficinas oferecidas, as mais presentes e emblemáticas  foram a de briófitas e pteridófitas e botânica, atividades de laboratório e fósseis. O que aumentou ainda mais o leque de possibilidades, que podem ser trabalhadas em sala de aula, pois demonstrou o quão rico é nosso planeta, como um laboratório imenso de aprendizado.
Cabe ressaltar, sem pestanejar, que o PIBID e LABCI juntos, proporcionaram a meu currículo, diversas participações em congressos e seminários. Dentre estes, congressos internacionais, encontros regionais, apresentações de trabalhos e artigos publicados. Tudo isso só soma em nossa carreira e vida, pois deixa gravada as nossas experiências pelo Brasil.
Por fim, não posso deixar de destacar quantas coisas boas aprendemos com todos os nossos supervisores, mas, obviamente, com quem mais convivi tem maior importância para minha trajetória no PIBID, sendo a própria coordenadora, Gladis Franck da Cunha e Ariane Pegoraro Nuncio, exemplos de profissionalismo e espelhos para nossa profissão.
Sem mais, como formando que sou, sentirei saudades dos colegas, em especial, Aline de Godoy e Ketini Baccin, pelas diversas oportunidades de aprendizado e as magníficas experiências que pude ter. Só resta um imenso obrigado a todos.

Willian Lando Czeikoski




• Relato de vivência de Aline de Godoy

Minha primeira participação do projeto PIBID foi no primeiro semestre do ano de 2016, uma oportunidade do meu curso na área de licenciatura de Ciências Biológicas da UCS-CARVI. Atuei na Escola Estadual de Ensino Fundamental Princesa Isabel, em Bento Gonçalves - RS, com outros 4 bolsistas, Igor Pozzebon, Kétini Baccin, Thaisa Pizzol e Willian Lando, a professora supervisora Ariane Pegoraro e a coordenadora Gládis Frank. Os quais sempre se mantiveram presente e disponíveis para a realização das atividades na Escola, e auxílio na organização dos exercícios nas reuniões mensais. Além de haver uma segunda escola na qual o projeto foi posto em prática.

Reunião do grupo atuante do PIBID para elaboração das atividades. Bolsista William Lando ausente neste dia, porém sempre participativo nas atividades;
 
Ao longo do programa, foram realizados diversos sub-projetos em ambas escolas, entre anos iniciais e finais, por exemplo: o caderno de ervas medicinais, a produção de vulcões, atividades representando a erosão do solo, a separação de misturas, jogos de ciências, a germinação das plantas, diversas atividades sobre alimentação, os estados físicos da água, prática da célula vegetal e animal, sustentabilidade, estudo aprofundado dos biomas brasileiros, revitalização da horta, oficina de fósseis e diversas práticas que eram solicitadas ao longo do ano, pelos professoras para a complementação da matéria explicada em sala de aula. 
Atividades realizadas ao longo do programa PIBID na Escola Princesa Isabel, o caderno de ervas medicinais, o projeto sustentabilidade e a prática da célula vegetal e animal, respectivamente;

Um dos projetos que necessitou muito envolvimento e colaboração dos bolsistas, foi a atividade desenvolvida com o uso do QR CODE como forma de aprendizagem. A ideia principal do trabalho era envolver os alunos em dinâmicas ao qual, haveria mais participação e interesse da parte deles. Entender as situações do cotidiano em que a tecnologia deva ser vista como um aliado ao aprendizado do estudante.

Assim o uso do QR CODE na atividade dos biomas, com as turmas de 6º ano da Escola Princesa Isabel, foi eficaz para a compreensão da importância das espécies de fauna e flora existentes na região, principalmente as em extinção. Seu habitat, o que comem (fauna) e se dão frutos ou flores (flora).

Estimular o lado artístico dos alunos, envolvendo as aulas de artes, para a produção das figuras e do mapa do Brasil, caprichando nas particularidades das espécies, além de representar os limites de cada bioma e suas características típicas estudadas em sala de aula. Uma forma de pôr em prática o que se aprendeu e expressar suas opiniões em grupos, debatendo sobre questões da atividade. Além de abordar o desmatamento de muitas áreas pela ação antrópica atual. 

Uma ferramenta de aprendizagem diferente da rotina dos estudantes, pois o exercício requeria a utilização do aparelho celular dos mesmos, ação essa que mais gostavam de mexer. Caso algum colega não possuía o dispositivo podiam trabalhar juntos, assim um ajudava o outro, estimulando o trabalho em equipe dos jovens. E receberam a assistência para o processo de download do aplicativo de QR CODE. 

Ao final do período do projeto a satisfação dos bolsistas envolvidos em ver como os estudantes “entraram de cabeça” na atividade foi sensacional, a forma como os cativou e ao mesmo tempo transmitir o conhecimento adquirido para os demais estudantes da escola é sem igual.

Turma de 6º ano após conclusão do projeto QR CODE;
   
Essa participação de dois anos do projeto PIBID foram gratificantes pela enorme experiência que acarretará em meu futuro profissional, além de meu crescimento como ser humano, compreendendo as diferentes ideologias das pessoas, seja elas estudantes, professores ou colaboradores. 

Atenciosamente, 
Bolsista Aline de Godoy

Relato de vivência de Kétini Baccin



      Atuar como bolsista do PIBID me proporcionou um grande aprendizado, tornando-me mais preparada para lecionar, além de oportunizar experiências cotidianas de sala de aula. Trabalhar na Escola Municipal de Ensino fundamental Princesa Isabel junto aos meus amigos bolsistas Aline de Godoy e Willian Lando Czeikoski, sob a supervisão da professora Ariane Pegoraro Núncio, foi desafiador e estimulante. Nós desenvolvemos juntos o projeto "QR Code - Biomas Brasileiros" e várias outras aulas, sempre buscando uma didática estimulante para os educandos. 
       O projeto visou o trabalho em grupo e a parceria entre as disciplinas de Ciências e Arte, para instigar os alunos a utilizar a tecnologia do QR Code e, assim obter as informações sobre a fauna e a flora de cada bioma brasileiro. No decorrer do projeto, foram muitos os ensinamentos, entre eles a capacidade de observar a necessidade do aluno e tentar proporcionar a ele uma dinâmica que ao mesmo tempo divertida, fosse suficiente para que este conseguisse incorporar novos conceitos aos seus conhecimentos.
        Este trabalho também me possibilitou, junto aos meus colegas pibidianos Aline e Willian, participar do VII Congresso Internacional de Educação, o que me agregou ainda mais conhecimento e vivência para a licenciatura.

          Agradeço a oportunidade de ter trabalhado como bolsista PIBID, pois me permitiu viver a licenciatura, as rosas e os espinhos, o que tornou-me mais capaz profissional e academicamente. Agradeço também, a orientadora professora Gládis Franck da Cunha que se fez presente sempre que necessário com boas dicas e bons conselhos.


            Kétini Baccin

sábado, 27 de janeiro de 2018

• Relato de vivência de Luciana Bonato Lovato

Em reunião com bolsistas para organizar as atividades na escola.


Como supervisora do projeto durante o ano de 2017, destaco a importância de proporcionar às bolsistas a vivência em sala de aula, conhecendo e reconhecendo a realidade das escolas públicas, os diferentes perfis e tempos de aprendizagens dos estudantes, bem como as estratégias para suprir eventuais dificuldades. Essa interação serve de base para a formação da identidade docente, pois favorece a formação profissional e pessoal.

Seguindo esse pressuposto, a aula laboratorial é e foi, durante o desenvolvimento das práticas, uma metodologia atrativa que aproximou as bolsistas e os estudantes, gerando um ambiente prazeroso que permitiu o questionamento, a troca de saberes, a socialização, a possibilidade de correção de conceitos, desenvolvendo diversas habilidades e gerando a construção de conhecimentos. 

Alunos do Ensino Médio realizando prática de identificação de proteínas.